Agenciamento de cargas farmacêuticas e de produtos para vida

Agenciamento de cargas farmacêuticas e de produtos para vida

21 de junho de 2019 Por Marli Oliveira

O comércio exterior cresce a cada ano e traz muitas oportunidades para a logística internacional. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o resultado da balança comercial brasileira em 2016 foi o melhor da história. Com exportações de US$ 185,244 bilhões e importações de US$ 137,552 bilhões, o superávit foi de US$ 47,692 bilhões, ou seja, existem muitas oportunidades de gerenciamento logístico.
Nessa cadeia, podemos destacar o envolvimento do agente de cargas, que poderá, além de otimizar o tempo, reduzir o custo e trazer visibilidade à operação.O agente de cargas estuda e coloca à disposição da indústria
seu conhecimento internacional, conduzindo a operação com as rotas e companhias aéreas, marítimas ou rodoviárias adequadas. Experiente pelas adversidades e movimentação de grande volume de embarques, o agente de cargas oferece custo reduzido, facilitação de comunicação entre os países
envolvidos, checagem de documentos, cumprimento das legislações de transporte internacional e rastreabilidade do processo, permitindo que o importador ou exportador utilize o próprio tempo para a estratégia do seu negócio.
A indústria farmacêutica, no mundo todo, investe milhões em pesquisas, inovação, fabricação de medicamentos, produtos para a saúde, equipamentos hospitalares, e na busca pela cura de doenças que ainda
causam a perda da vida para os seres humanos. A sua cadeia logística começa quando o paciente, em busca de uma vida saudável, deseja adquirir um produto. Neste momento, os especialistas da logística internacional devem se colocar no lugar desse paciente e personalizar o transporte, garantindo todo cuidado que ele merece.
O desafio é criar o alinhamento estratégico com todos os envolvidos na operação, respeitando a legislação internacional e sanitária desde a coleta da carga na fábrica até a entrega do produto ao paciente. Embora todas as etapas não estejam nas mãos de só uma equipe, é possível ter tudo isso mapeado e enxergar oportunidades de melhorias.

A carga farmacêutica requer atenção especial em toda a cadeia logística, desde a origem até o destino. Por exemplo, atentar-se à temperatura de conservação e ao acondicionamento que um produto requer já é um bom começo para, além de reduzir custo, garantir a manutenção da integridade desse produto. Um dos enganos que a maioria comete é achar que transportar uma mercadoria em temperatura ambiente não requer refrigeração. Quando se inicia um processo de importação no Brasil, a preocupação, muitas vezes, só contempla o cuidado para o armazenamento adequado na chegada da carga. Porém, a temperatura ambiente pode variar entre a origem e o destino do produto. Imagine, por exemplo, que uma carga sai de Miami no verão, com temperatura ambiente de 36ºC, e chega no Brasil no inverno, com temperatura ambiente de 13°C. Portanto, temos que enxergar todo o cenário da logística para proteger o produto das variações climáticas que enfrentará. Diante dessa adversidade, vale orientar o cliente que a coleta da mercadoria deve ser refrigerada, a carga armazenada em local protegido no aeroporto de origem e, ao chegar no Brasil, também ser acondicionada em câmara de refrigeração. Os data loggers acondicionados nas caixas das mercadorias também podem ser grandes aliados, apontando como transcorreu todo esse transporte.
Para garantir o sucesso da cadeia logística e administrar o custo da operação, vale investir no bom alinhamento com o agente de cargas na tomada de decisões sobre voos diretos, envirotainers, containers reefers, caminhões, armazéns refrigerados, data loggers e um ótimo despachante aduaneiro.
A satisfação maior do agente de cargas é entregar tranquilidade para a indústria farmacêutica, a qual poderá disponibilizar seus produtos com qualidade ao paciente, já que a logística foi entregue em boas mãos.

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